quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Dia de visita ao Horto Florestal

Alunos do ensino  médio/técnico em agropecuária do IFNMG, foram recebidos no horto florestal de Januária na manhã dessa segunda feira 15/01 pelo coordenador de conservação e recuperação de ecossistemas Márcio Alves Maciel, o engenheiro ambiental Everton de Sá Flores e o monitor ambiental Fabrício Araújo para mais uma visita técnica com o intuito de repassar conhecimentos técnicos a respeito de biomas brasileiros, proteção à mata ciliar, cuidados com a flora e fauna local e sobre tudo a confecção de mudas para recuperação de áreas degradadas.
Na oportunidade estiveram presentes 20 alunos que contaram ainda com o auxílio do viveirista Sr. Walter para esclarecer dúvidas à respeito da produção, confecção e plantio de mudas, e a extensa a área de abrangência do viveiro de mudas de Januária.
 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Especial - APA do Rio Pandeiros

A Unidade

A APA do Rio Pandeiros possui uma área de 396.060,407 hectares e é a maior unidade de conservação do estado de Minas Gerais. A unidade abrange os municípios de Januária, Bonito de Minas e Cônego Marinho. Estes municípios localizam-se no extremo noroeste de Minas Gerais, na Macrorregião Norte de Minas. Criada pela Lei Estadual nº 11.901 de 01 setembro de 1995, destina-se principalmente a proteção do rio Pandeiros que integra a bacia do rio São Francisco.

Município
Área do município (ha)
Área da UC no município (ha)
Porcentagem da UC no município (%)
Bonito de Minas
390.064
175.189,76
26,26
Januária
669.117
160.567,38
41,08
Cônego Marinho
164.020
25.262,92
15,40

A Área de Proteção Ambiental é uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.
A efetivação da APA Bacia do Rio Pandeiros tem como premissa básica promover o equilíbrio entre o desenvolvimento das atividades produtivas, socioeconômicas e a conservação dos recursos naturais, tornando-se um dos importantes atores no cenário da revitalização do rio São Francisco.

Localização da APA do Rio Pandeiros nos Municípios de Bonito de Minas, Cônego Marinho e Januária

Missão, visão de futuro e valores 

Missão: Zelar pelo equilíbrio e o desenvolvimento das atividades produtivas, socioeconômicas e a conservação dos recursos naturais, promovendo o processo de conscientização ambiental com as comunidades tradicionais.

Visão: Ser referência na preservação do meio ambiente em unidades de uso sustentável, observando o equilíbrio e desenvolvimento socioambiental.

Valores: Responsabilidade com o meio ambiente e respeito com as comunidades tradicionais. 

Bioma
A região onde está localizada a APA Bacia do Rio Pandeiros é considerada uma área de transição entre os biomas da Caatinga e Cerrado, que resultam em diversos ambientes: Veredas, Mata Seca, Caatinga Arbórea, Caatinga sobre afloramentos rochosos e Florestas Estacionais Semideciduais.

Flora
A unidade está inserida no bioma Cerrado, com ocorrência de todas as suas diferentes fitofisionomias. Destas, as veredas representam a mais importante. Diversas espécies, inclusive o homem, dependem das veredas para sua sobrevivência. O buriti (Mauritia flexuosa), espécie de palmeira característica das veredas, é fonte de sustento e renda das populações locais.

  
Cerrado

A cobertura vegetal do cerrado assemelha-se, sob alguns aspectos, à savana africana, mas apresenta, entretanto, composição florística peculiar, definida como uma vegetação xeromorfa, preferencialmente de clima estacional, mais ou menos 6 meses secos, não obstante podendo ser encontrada também em clima ombrófilo. Reveste solos lixiviados aluminizados. É composto de árvores isoladas, tortuosas, esgalhadas, geralmente de casca grossa, espessada, gretada, corticosa, de folhas geralmente grandes e coriáceas e de raízes profundas.

Mata Seca

A Mata Ciliar apresenta-se normalmente como um tipo florestal sempre verde, descontínuo, disperso nas margens, nas várzeas e nos locais típicos de umidade permanente dos rios. Os maciços são constituídos de árvores altas, acima de 20m, e baixas, como arbustos, subarbustos, cipós e, ocasionalmente, ervas. As espécies encontradas nesse tipo de formação também são comuns na Floresta Estacional Semidecidual, devido à proximidade entre as duas formações

Veredas

Constituem-se pelas comunidades hidrófilas, em fileiras, ou em grupos de buritis, cercadas por faixa graminosa-subarbustiva, principalmente na região do alto curso do ribeirão Pandeiros. Posteriormente, à medida que esses locais são assoreados, como ocorre em vários trechos da área, o estrato arbóreo enriquece lentamente, e ganha, em alguns locais, a aparência de uma mata estreita, com raros buritis entremeados.

Caatinga Arbórea

A Caatinga Arbórea ocorre normalmente sobre os afloramentos rochosos, apresenta um porte menor que a Floresta Estacional Decidual, constitui-se por manchas de maciços arbóreos, que se mostram relativamente freqüentes em relação às outras manchas florestais.

Caatinga Arbustiva

A Caatinga Arbustiva é encontrada principalmente próxima aos afloramentos rochosos no sudeste da APA. É constituída por arvoretas baixas, munidas de espinhos ou acúleos, e não ultrapassam 5m de altura, com fustes finos e córtex delgado; entremeadas por um estrato denso arbustivo-subarbustivo muito variável em espécies, com diversos cipós e bromélias. Apresenta raras cactáceas e seu estrato herbáceo graminoso é de composição e densidade variáveis.

Fauna

Avifauna

Mãe-da-lua
As diversas fisionomias vegetais ocorrentes na APA Bacia do Rio Pandeiros oferecem às aves uma variada gama de ambientes e recursos naturais. Dentro da comunidade de aves, há espécies generalistas, que podem ocupar diversas fisionomias vegetais, com variados graus de perturbação, e aquelas mais exigentes, cuja ocorrência está condicionada à integridade do ambiente e à disponibilidade de recursos naturais adequados, como fontes alimentares, locais de abrigo e reprodução.
Na área da bacia do ribeirão Pandeiros podem ser encontradas a ema (Rhea americana), a perdiz (Rynchotus rufescens), a coruja-buraqueira (Speotyto cunicluaria) e o canário-rasteiro (Myiospiza humeralis), espécies típicas das áreas abertas. As espécies andorinhão-tesourinha (Reinarda squamata) e a maracanã-nobre (Ara nobilis) são características das Veredas. Nas áreas de Cerrado, são comuns o tucanuaçu (Ramphastus toco), o arapaçu-do-Cerrado (Lepidocolaptes angustirostris) e a gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus). Espécies típicas das formações florestais são o soldadinho (Antilophia galeata) e o pula-pula-de-sobrancelha (Basileuterus leucophrys).
O Pântano do Pandeiros e os corpos de água permanentes e temporários apresentam avifauna rica em espécies aquáticas como Jaçanã, Biguá, Martim-pescador-grande, Martim-pescador-verde, Marreca-asa-branca, Pé-vermelho, Pato-de-crista, Pato-do-mato e o Pato-mergulhão, e espécies de brejos, beira de lagos, rios e barragens, tais como Tesourinha, Mergulhão-pequeno, Três-potes, Garça-branca-grande, Quero-quero e Frango-d’água-comum. Existem diversos registros de Curicana encontrada nos terrenos pantanosos.

Carcará
Sariema
Herpetofauna

A região de inserção da APA Bacia do Rio Pandeiros faz parte de uma área de importância Biológica Extrema para a conservação da Herpetofauna de Minas Gerais (DRUMMOND et al., 2005), denominada Peruaçu, pelo fato de apresentar espécies ameaçadas e endêmicas. As pressões antrópicas frequentes são a agropecuária, as queimadas e o turismo desordenado, o que recomenda a elaboração de inventários, estudos de avaliação da situação das populações e a promoção de conectividade entre as Unidades de Conservação da região.

Ictiofauna

A bacia hidrográfica do São Francisco drena 40% da área mineira, e segundo Godinho & Vieira (1998), das 380 espécies provavelmente existentes no estado, a ictiofauna do rio São Francisco é a mais rica, composta por mais de 170 espécies. Suas lagoas marginais e de seus principais afluentes desempenham importante função para a criação de alevinos.

O pântano do ribeirão Pandeiros, único de Minas Gerais, é considerado um dos maiores criatórios de peixes da bacia do São Francisco. Sua área inundada, em torno de 3.000 hectares, possui dezenas de lagoas que se interligam no período chuvoso,coincidente com o período da piracema.

Mastofauna

Guariba macho
A região da bacia do ribeirão Pandeiros pode ser considerada como uma das mais importantes para a conservação da mastofauna do Estado de Minas Gerais (COSTA et al., 1998). Constitui-se de espécies ameaçadas, como o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), a anta (Tapirus terrestris), a onça-pintada (Panthera onça), o gato-palheiro (Lynchailurus colocolo), o tatu-canastra (Priodontes maximus), o tatu-de-rabo-mole (Cabassous unicinctus), o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a onça-parda (Puma concolor), a lontra (Lontra longicaudis), o queixada (Tayassu pecari) e o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus).
Acredita-se que o número de espécies de mamíferos de pequeno porte existentes na APA seja relevante, e que seja possível a existência de espécies desconhecidas para a ciência, devido às características peculiares da sua vegetação e dos seus aspectos geomorfológicos.
Veado-catingueiro
Jacaré                           

Hidrografia

Mapa Hidrográfico da APA do Rio Pandeiros
Na bacia do ribeirão Pandeiros, localizada na margem esquerda do rio São Francisco, destacam-se como cursos de maior extensão e volume, os córregos Catolé e Suçuarana, e os riachos Borrachudo e Macaúbas.
Nessa bacia hidrográfica, inúmeros cursos de água são intermitentes e efêmeros. Essa distribuição irregular das disponibilidades hídricas superficiais sofre influência das características hidrológicas, meteorológicas e geológicas da região. Porém, os fatores antrópicos são os que mais contribuem para o assoreamento da drenagem. O desmatamento é a intervenção humana que mais contribui para o agravamento dos impactos ambientais do local.
Em determinados locais do entorno da APA, onde deveria existir uma drenagem permanente, o que se encontra é um leito seco. Segundo informações de moradores, tal situação é decorrente da introdução do cultivo de eucalipto, e da destruição do cerrado, que pode ser evidenciado pelos pontos de coleta de carvão
Fato que merece destaque é a presença, nessa bacia, de um pântano, considerado único em Minas Gerais. Localizado a partir de 1,5km da foz do ribeirão Pandeiros, possui uma área alagada de 300 ha, que constitui um ecossistema complexo, responsável por aproximadamente 70% da reprodução dos peixes da bacia do Médio São Francisco, que encontram ali, um dos últimos ambientes favoráveis disponíveis na época da Piracema. 


Conselho Consultivo

Foi criado no ano de 2009 o Conselho para as unidades do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pandeiros, da Área de Proteção Ambiental do Rio Pandeiros e Área de Proteção Ambiental Cochá Gibão, porém a portaria de criação foi publicada somente em 2011 (Portaria nº. 141, de 12 de agosto de 2011). 

No ano de 2013, em reunião foi aprovada a fusão deste conselho com o conselho do Parque Estadual Veredas do Peruaçu havendo nova eleição e sendo publicado na portaria nº 162 28/11/2014.O Conselho então foi reconduzido pela Portaria nº 8122/11/2016.

Sendo assim, o conselho é unificado para as unidades APA Pandeiros, APA Cochá e Gibão, Parque Estadual Veredas do Peruaçu e Refugio Estadual de Vida Silvestre do Rio Pandeiros.

Visitação Turística

Na APA do Rio Pandeiros existe o Balneário do Rio Catulé, várias praias e corredeiras no Rio Pandeiros, onde ainda não existe nenhum derramamento de resíduos industriais ou domésticos nos cursos d’água de toda a bacia. Possui uma cultura bastante típica da região com festa de São Gonçalo, folia de reis entre outras.

Balneário Catulé
Balneário Catulé
Educação Ambiental

São desenvolvidos no interior e no entorno da APA do Rio Pandeiros ações e trabalhos de educação ambiental, sobre tudo com a participação da comunidade. Veja algumas das atividades realizadas:




Brigadistas e combates

A brigada contra incêndios florestais é formada pelos funcionários da unidade, sendo que, no período crítico pode haver a cooperação de brigadistas de outras unidades, da Força Tarefa Previncêndio Sub-Base Januária e de militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Todo ano ocorre o processo seletivo de contratação de brigada temporária. O processo seletivo, curso e treinamento de brigadistas são executados pela SEMAD/ Previncêndio que também oferecem suporte operacional e logístico.

Mosaico Sertão Veredas Peruaçu

A unidade participa do conselho do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu. Este Mosaico é composto por um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Possui uma área de aproximadamente 1,8 milhão de hectares, representando a porção de Cerrado mais conservada no estado de Minas Gerais, envolvendo unidades de conservação estaduais, federais e particulares, comunidades quilombolas, terras indígenas Xakriabás, populações extrativistas e áreas de produção agropecuária.


Conheça! Se informe! Ajude na preservação!

Instituto Estadual de Florestas – IEF
Escritório Regional Alto Médio São Francisco - ERAMSF

Especial - APA Cochá e Gibão



           A UNIDADE

A Área de Proteção Ambiental Estadual Cochá e Gibão foi criada pelo Decreto Estadual nº 43.911 de 05 de novembro de 2004 com o objetivo de proteger as formações de cerrado do ecossistema local. A área da unidade é de 296.423 hectares e segundo o ISA (Instituto Socioambiental), está distribuído da seguinte forma:

Município
Área do município (ha)
Área da UC no município (ha)
Porcentagem da UC no município (%)
Bonito de Minas
390.064
209.089
73,13 %
Januária
669.117
76.844
26,87 %

         A Área de Proteção Ambiental é uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.
O Atlas de Conservação da Biodiversidade em Minas Gerais indica a unidade como área prioritária para proteção à biodiversidade, sendo considerada como “corredor ecológico do Cerrado Noroeste”. A unidade sofre constantes pressões e ameaças, principalmente em relação a queimadas e desmatamentos.
As nascentes do rio Cochá e do rio Gibão estão no interior da unidade. Ambos são contribuintes do rio Carinhanha que, por sua vez, é importante contribuinte da margem esquerda do rio São Francisco. O rio Carinhanha está ao norte da unidade e também delimita o estado de Minas Gerais com o estado da Bahia.

APA Cochá e Gibão

Localização da APA Cochá e Gibão nos Municípios


FAUNA


Por ainda não possuir plano de manejo, a unidade não possui nenhum estudo oficial relacionado à fauna. Observando que a APA Cochá e Gibão está inserida no Bioma Cerrado é comum encontrar áreas de ocorrências da fauna típica deste tipo de vegetação. Entre os mais comuns relatados ou avistados recentemente, podemos citar:

Guariba macho
Guariba fêmea
Jaritataca
Veado-catingueiro


          HIDROGRAFIA

Mapa hidrográfico da APA Cochá e Gibão

A Unidade, além das veredas e outros pequenos cursos d´agua, possui o Rio Cochá, o Riacho do Gibão e o Rio Carinhanha.
O Gavião é um complexo de corredeiras e cachoeiras ideais para a prática do rafting e outros esportes de aventura. Num percurso de 8 km do Rio Carinhanha, o adepto ao esporte encontra cinco grandes corredeiras classificadas nos níveis IV e V (conforme classificação do rafting) e várias outras corredeiras menores. A aventura termina na cachoeira do Gavião, onde as águas cristalinas do Rio Carinhanha formam o belo lago. O local também possui várias trilhas onde o visitante pode apreciar o contato com a natureza selvagem e intacta.


            INFRAESTRUTURA

A gestão da APA Cochá e Gibão é compartilhada com a APA do Rio Pandeiros. O local utilizado como sede administrativa destas duas APAS é a Agência Avançada de Bonito de Minas que está situado na Rua Joaquim Borges Monteiro, Nº 180 - Centro. No térreo o escritório possui três salas para atendimento, banheiro e garagem. No primeiro andar há uma sala, um depósito para armazenamento das ferramentas, dois quartos para alojamento, um banheiro, uma cozinha

Sede da APA em Bonito de Minas

Interior da sede

           VISITAÇÃO TURÍSTICA

A  APA Cochá e Gibão possui lugares de notável beleza que geralmente não são frequentados por turistas. Estes locais são de difícil acesso e não há rodovias pavimentadas. O Plano de Manejo que começa a ser elaborado pontuará esses locais, e, em um futuro próximo todo esse potencial turístico poderá ser aproveitado.

Cachoeira do Gibão
Serra da Flecheira

            CONSELHO CONSULTIVO

           Foi criado no ano de 2009 o Conselho para as unidades do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pandeiros, da Área de Proteção Ambiental do Rio Pandeiros e Área de Proteção Ambiental Cochá Gibão, porém a portaria de criação foi publicada somente em 2011 (Portaria nº. 141, de 12 de agosto de 2011). No ano de 2013, em reunião foi aprovada a fusão deste conselho com o conselho do Parque Estadual Veredas do Peruaçu havendo nova eleição e sendo publicado na portaria nº 162 28/11/2014.O Conselho então foi reconduzido pela Portaria nº 8122/11/2016.


            BRIGADISTA E COMBATES

A brigada contra incêndios florestais é formada pelos funcionários da unidade, sendo que, no período crítico pode haver a cooperação de brigadistas de outras unidades, da Força Tarefa Previncêndio Sub-Base Januária e de militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Todo ano ocorre o processo seletivo de contratação de brigada temporária. O processo seletivo, curso e treinamento de brigadistas são executados pela SEMAD/ Previncêndio que também oferecem suporte operacional e logístico.


           MOSAICO SERTÃO VEREDAS PERUAÇU

A unidade participa do conselho do Mosaico Sertão Veredas Peruaçu. Este Mosaico é composto por um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Possui uma área de aproximadamente 1,8 milhão de hectares, representando a porção de Cerrado mais conservada no estado de Minas Gerais, envolvendo unidades de conservação estaduais, federais e particulares, comunidades quilombolas, terras indígenas Xakriabás, populações extrativistas e áreas de produção agropecuária.


Conheça! Se informe! Ajude na preservação!

Instituto Estadual de Florestas – IEF
Escritório Regional Alto Médio São Francisco - ERAMSF

Intercâmbio entre Unidades de Conservação

Durante os dias 9 e 10 de janeiro foi realizado um intercâmbio entre as UC's estaduais: PE da Mata Seca, PE Verde Grande e APA Lagedão; todas geridas pelo Instituto Estadual de Florestas - IEF no PARNA Cavernas do Peruaçu que está sob gestão do Instituto Chico Mendes de Biodversidade - ICMBio.

Os monitores e agentes de parque das unidades se dividiram em dois grupos de 8 pessoas, desse modo todos puderam visitar o Parque Nacional e as unidades não ficaram sem funcionários para o monitoramento.

Leidson dos Reis Nunes, monitor do PE Verde Grande e também credenciado como condutor no Parque Nacional guiou os dois grupos nas visitas. 
Na chegada ele apresentou as normas e os procedimentos de visitação para todos. 
Gilmara Pereira de Jesus, condutora e funcionária do ICMBio apresentou sobre o seu trabalho quanto a questão do agendamento e organização das visitas ao Parque. Enquanto o representante do Instituto Ekos Brasil Murilo Mendes Melo esteve presente nos dias de intercâmbio através da venda de livros e calendários com informações, mapas e curiosidades do Parque. Todo lucro com a venda desses produtos são revertido ao Fundo Peruaçu.

Rafael Pereira Pinto, analista ambiental falou sobre o funcionamento da unidade, uso público, número de visitantes e a capacidade de carga das grutas, processo de credenciamento dos condutores e a obrigatoriedade dos visitantes serem acompanhados por um condutor. "Entendo como de extrema relevância que haja essa troca de experiência entre gestores de unidades de conservação. Às vezes as respostas que estamos procurando, eles já encontraram a muito tempo, e essa troca valoriza o saber de cada um. Fiquei surpreso com o interesse do grupo em tentar entender o funcionamento do Parque como um todo, muito além da visitação. Espero que haja mais esse tipo de atividade, inclusive que nós do ICMBio possamos aprender e compartilhar nas unidades geridas pelo IEF." Ressaltou Rafael.

Durante o percurso foram feitas atividades de interpretação e percepção do ambiente. E em um dos momentos todos foram convidados a fechar os olhos em um dos percussos da trilha e relatar a sensação de ficar de olhos fechados e em silêncio naquele ambiente. “Lembrei da minha casa", conta Ruan Mendes Marques Veloso, agente de parque que é do Município de São Francisco distante 190 Km do Parque da Mata Seca.

Todos ficaram maravilhados com o lugar, gostaram da estruturação da unidade, Deyvisson Rogério Vieira de Sousa, monitor do PE da Mata Seca que havia visitado o Parque Nacional salientou que: "Após as obras de reestruturação e adaptação à visitação turística as visitas ficaram muito mais seguras e a acessibilidade aos principais atrativos melhorou consideravelmente."

Leidson, é formado em turismo, possui vários cursos sobre condução ambiental e trabalha como monitor da MGS no Parque Verde Grande há 9 anos e contou sua experiência em unidade de conservação, a importância de conduzir uma trilha para os diversos tipos de grupos e o que estas atividades proporcionam aos visitantes. Também contou sobre as histórias dos sítios arqueológicos e os processos de formação das cavernas 

“Foi muito bom pois a gente não se conhecia, todos se interagiram muito bem. É muito bom conhecer a história de cada um.” relatou Leidson.

“No dia eu não pude ir, mas já havia comentado com todos que na visita eles prestassem atenção na sinalização da unidade, das trilhas, as escadarias e passarelas e claro que contemplassem as belezas cênicas que o Parque proporciona” comentou Laíssa de Araújo Viana, coordenadora regional de unidade de conservação e gerente das unidades PEVG, PEMS e APA Lagedão.

"Sempre que vou a uma unidade tiro fotos, pego o modelo e mostro a eles para usarmos como exemplo nas UC's que trabalham. Essa visita foi ótima para verem de perto uma unidade bem estruturada e me ajudarem a ter idéias do que podemos fazer com as nossas com os recursos que temos." Completou Laíssa.


Informações sobre os atrativos do Parque podem ser encontrados clicando AQUI.